quarta-feira, 21 de março de 2012

cogumelo dourado e a raposinha morango (parte 6)


no dia seguinte levantei cedo. Tomas ainda não havia chegado em casa. Mamãe estava na cozinha tomando café.
“como você esta hoje, meu bem?” perguntou-me
“bem melhor, mamãe” respondi. “minha perna só dói quando a toco” continuei
“que bom, meu amor” sorriu.
Merendei rapidamente e fui ao bosque encontrar o filho do lenhador.
Ao chegar, o numero de cogumelos que nasciam haviam se multiplicado e meu frasco transparente continuava jogado ali ao chão. Resolvi colher alguns outros cogumelos enquanto eu esperava meu novo amigo chegar.
Ele demorou mais que o de costume e quando chegou o vidro já estava quase cheio.
“cadê a raposinha morango?” perguntei
“não veio. dormiu o dia inteiro. Acho que esta doente” respondeu
“você gosta de cogumelos?” mudei o assunto
“sim, eu gosto” disse-me
“vou levar estes para mamãe fazer uma torta. Vai ser divertido. Você deveria ir junto” falei
Ele sorriu.

corremos até minha casa, mamãe remendava uma camisa. Apresentei-lhe o filho do lenhador, meu novo amigo. Ela sorriu e prometeu nos ajudar logo que terminasse o bolso da camisa.
Fomos pra cozinha o filho do lenhador e eu. Ansioso, comecei a separar todos os ingredientes.
Quando mamãe chegou à festa foi completa.
Soprei farinha no rosto do filho do lenhador, e ele vingativo sujou meu nariz com um pouco de manteiga na ponta do dedo. Mamãe sorria de nossa tolice.
“unte uma forma, meu bem” disse mamãe a mim.
“e você, querido, misture as claras em neve com o leite e a farinha que eu já misturei. Volto num minuto” disse ela ao filho do lenhador enquanto enxugava as mãos no avental e deixava a cozinha.
Jack veio nos ver. Encostou-se no vão da porta de braços cruzados e em silencio nos observou.
Quando terminada a parte da receita que nos cabia, a brincadeira reiniciou: o filho do lenhador jogava farinha dentro de minha blusa e eu fazia o mesmo com ele.
Jack não tirava o sorriso sarcástico do rosto um instante se quer.
Mamãe voltou para a cozinha e demos uma pequena trégua.
Com a massa da torta no forno, ela a recheou e a cobriu. Quando a torta saiu quentinha do forno colocamos um pouquinho de queijo ralado por cima.

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