quinta-feira, 22 de março de 2012

o cogumelo dourado e a raposinha morango (parte 8)


de volta pra casa jack repetiu as instruções que me dera durante o caminho até a cidade.
“não diga a mamãe. Não conte a nossos irmãos. Esse é um segredo meu e seu. Você me prometeu não contar a ninguém. Honre sua palavra,meu irmãozinho porque hoje você se tornou um homem de verdade”.
Quando fui à cama, toda a cena daquela noite era reprisada varias e varias vezes em minha cabeça. Todos os detalhes,tudo era inesquecível. tudo era novo.
No dia seguinte o filho do lenhador foi ate minha casa para brincarmos e no jardim,quis relatar sobre minha noite. Não haveria problemas em compartilhar com ele,eramos quase da mesma idade. 3 anos não é uma diferença tão grande.

ali,em minha casa era muito arriscado contar meu segredo. Alguém poderia aparecer. até mesmo o próprio jack. Pedi que o filho do lenhador me encontrasse a noite,na entrada do bosque novamente, logo que nossos pais fossem para a cama.
Naquela tarde,enquanto brincávamos de correr,mamãe veio nos ver no jardim. Trazia dois copos de suco de laranja na mão.
“como estão,meninos?” perguntou
“estamos bem” respondi pegando ar
“que bom. Querido,vou dar um chá amanhã a tarde,gostaria que convidasse seu pai,se possível. Não será nada demais,quero apenas apresentar-me. Você pode avisar?” pediu mamãe
“sim” respondeu o filho lenhador sacudindo a cabeça.
A noite começou a cair e o filho do lenhador precisou voltar pra casa. Lemrei-o do nosso combinado.
“assim que nossos pais dormissem” lembrei.

naquela madrugada, raposinha morango saltou a janela de meu quarto novamente, fora me buscar para nos encontramos novamente, o filho do lenhador e eu.
A lua nova se escondia completamente no céu, e as estrelas estavam gigantes e pareicam pintadas em neon.
Sentamos no tronco caído o filho do lenhador e eu,enquanto raposinha morango corria para o interior do bosque e se perdia na escuridão. ele me perguntou o motivo do encontro a noite.
Disse-lhe que meu irmão havia me levado,na noite anterior a uma casa onde havia varias mulheres despidas, que elas me mostraram novas formas de carinho  que agora eu era um homem.
“Damas-da-noite? Já ouvi falarem delas. Dizem que não são mulheres boas. O que elas fazem?” me perguntou.
“caricias...sobe um fogo na gente sabe?” contei
“verdade?”continuou curioso
“é sim. Quer que eu te mostre?” falei
“em mim? Você vai fazer comigo?” perguntou confuso
“é. vou só te mostrar. Mas você não pode contar pra ninguém. Jurei segredo ao meu irmão” insisti
“ta bem” concordou.

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