de volta pra casa jack repetiu as instruções que me dera
durante o caminho até a cidade.
“não diga a mamãe. Não conte a nossos irmãos. Esse é um
segredo meu e seu. Você me prometeu não contar a ninguém. Honre sua palavra,meu
irmãozinho porque hoje você se tornou um homem de verdade”.
Quando fui à cama, toda a cena daquela noite era reprisada
varias e varias vezes em minha cabeça. Todos os detalhes,tudo era inesquecível.
tudo era novo.
No dia seguinte o filho do lenhador foi ate minha casa para
brincarmos e no jardim,quis relatar sobre minha noite. Não haveria problemas em
compartilhar com ele,eramos quase da mesma idade. 3 anos não é uma diferença
tão grande.
ali,em minha casa era muito arriscado contar meu segredo.
Alguém poderia aparecer. até mesmo o próprio jack. Pedi que o filho do lenhador
me encontrasse a noite,na entrada do bosque novamente, logo que nossos pais
fossem para a cama.
Naquela tarde,enquanto brincávamos de correr,mamãe veio nos
ver no jardim. Trazia dois copos de suco de laranja na mão.
“como estão,meninos?” perguntou
“estamos bem” respondi pegando ar
“que bom. Querido,vou dar um chá amanhã a tarde,gostaria que
convidasse seu pai,se possível. Não será nada demais,quero apenas
apresentar-me. Você pode avisar?” pediu mamãe
“sim” respondeu o filho lenhador sacudindo a cabeça.
A noite começou a cair e o filho do lenhador precisou voltar
pra casa. Lemrei-o do nosso combinado.
“assim que nossos pais dormissem” lembrei.
naquela madrugada, raposinha morango saltou a janela de meu
quarto novamente, fora me buscar para nos encontramos novamente, o filho do
lenhador e eu.
A lua nova se escondia completamente no céu, e as estrelas
estavam gigantes e pareicam pintadas em neon.
Sentamos no tronco caído o filho do lenhador e eu,enquanto
raposinha morango corria para o interior do bosque e se perdia na escuridão.
ele me perguntou o motivo do encontro a noite.
Disse-lhe que meu irmão havia me levado,na noite anterior a
uma casa onde havia varias mulheres despidas, que elas me mostraram novas
formas de carinho que agora eu era um
homem.
“Damas-da-noite? Já ouvi falarem delas. Dizem que não são
mulheres boas. O que elas fazem?” me perguntou.
“caricias...sobe um fogo na gente sabe?” contei
“verdade?”continuou curioso
“é sim. Quer que eu te mostre?” falei
“em mim? Você vai fazer comigo?” perguntou confuso
“é. vou só te mostrar. Mas você não pode contar pra ninguém.
Jurei segredo ao meu irmão” insisti
“ta bem” concordou.
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