no rio, sereias saltavam e cantavam notas musicais tão agudas
que nem o mais poderoso pássaro canoro alcançaria. Lembro-me de ver o filho do
lenhador ir até a maior arvore, e despejar em sua raiz litros de um arco-íris
iluminado. Foi então que flores multi coloridas cresceram e se abriram bem
ali,diante de meus olhos. Corri em direção ao filho do lenhador. Abracei-o com
força. Foi quando as fadinhas de luz agarraram-se em meus braços e levantaram
voo junto a mim.
“vem comigo” gritei para o filho do lenhador, mas ele não
pode me alcançar.
lá no alto vi meu pai gritar vitoria montado em um lindo
cavalo negro. Tentei alcançá-lo e pude sentar junto a ele no magnifico alazão.
La de cima, meus olhos acompanhavam o filho do lenhador. Ele
estava ajoelhado sobre uma nuvem logo a baixo de mim trazendo em suas mãos duas
estrelas cor de sangue.
Abandonei a presença de meu pai,saltando para junto do filho
do lenhador.
Ele deitou em meu colo me entregando as duas estrelas, em
minhas mão elas dissolveram-se escorrendo como um liquido.
a magia do lugar se desfez aos poucos
junto a escuridão e eu então pude ver que nada ali era verdadeiro.
O filho do lenhador ainda dormia em meu
colo. Ele suava e mantinha as mãos sobre a barriga.
Raposinha morango depois de um tempo
voltou e no vazio da noite, ela nos fez companhia.
quando amanheceu, estávamos exaustos, eu
mal conseguia por me de pé.
Tentei acordar o filho do lenhador, mas
não consegui. Tentei insistentemente, mas nenhuma resposta conseguiu de
imediato. Quando ele finalmente acordou, retribui o favor que me foi feito
anteriormente e o levei até sua casa.
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