quinta-feira, 22 de março de 2012

cogumelo dourado e a raposinha morango (parte 10)


no rio, sereias saltavam e cantavam notas musicais tão agudas que nem o mais poderoso pássaro canoro alcançaria. Lembro-me de ver o filho do lenhador ir até a maior arvore, e despejar em sua raiz litros de um arco-íris iluminado. Foi então que flores multi coloridas cresceram e se abriram bem ali,diante de meus olhos. Corri em direção ao filho do lenhador. Abracei-o com força. Foi quando as fadinhas de luz agarraram-se em meus braços e levantaram voo junto a mim.
“vem comigo” gritei para o filho do lenhador, mas ele não pode me alcançar.

lá no alto vi meu pai gritar vitoria montado em um lindo cavalo negro. Tentei alcançá-lo e pude sentar junto a ele no magnifico alazão.
La de cima, meus olhos acompanhavam o filho do lenhador. Ele estava ajoelhado sobre uma nuvem logo a baixo de mim trazendo em suas mãos duas estrelas cor de sangue.
Abandonei a presença de meu pai,saltando para junto do filho do lenhador.
Ele deitou em meu colo me entregando as duas estrelas, em minhas mão elas dissolveram-se escorrendo como um liquido.

a magia do lugar se desfez aos poucos junto a escuridão e eu então pude ver que nada ali era verdadeiro.
O filho do lenhador ainda dormia em meu colo. Ele suava e mantinha as mãos sobre a barriga.
Raposinha morango depois de um tempo voltou e no vazio da noite, ela nos fez companhia.

quando amanheceu, estávamos exaustos, eu mal conseguia por me de pé.
Tentei acordar o filho do lenhador, mas não consegui. Tentei insistentemente, mas nenhuma resposta conseguiu de imediato. Quando ele finalmente acordou, retribui o favor que me foi feito anteriormente e o levei até sua casa.



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